domingo, 2 de janeiro de 2022

PRINCÍPIO DE INDUÇÃO - PROFMAT/PARTE 2

Continuando as resoluções de exercícios sobre o princípio de indução, vamos ver aqui alguns "artifícios" que podemos ter para chegar nas igualdades. 



Vamos começar provando que $ 1 + 2^2 + 3^2 + ... + n^2 = \frac{n(n+1)(2n+1)}{6} $ para todo  n $ \in $ $ \mathbb{N} $

Para começar uma demonstração por indução, devemos verificar o caso base. Como n é um número natural, começaremos por 1 (ou zero, dependendo do que você considerar). 

Caso base: Para n = 1, temos $ \frac{1(1+1)(2.1+1)}{6} = \frac{6}{6} = 1 $. Como $ 1^2 = 1 $, podemos concluir que $ 1 + 2^2 + 3^2 + ... + n^2 = \frac{n(n+1)(2n+1)}{6} $ é válido quando n = 1. 

Passo de indução: Vamos fixar um  n $ \in $ $ \mathbb{N} $ e assumir que $ 1 + 2^2 + 3^2 + ... + n^2 = \frac{n(n+1)(2n+1)}{6} $. Nosso objetivo é verificar se para n+1 temos $ 1 + 2^2 + 3^2 + ... + (n+1)^2 = \frac{(n+1)((n+1)+1)(2(n+1)+1)}{6} $ ou seja, $ 1 + 2^2 + 3^2 + ... + (n+1)^2 = \frac{(n+1)((n+2)(2n+3)}{6} $. 

Temos: 


$ 1 + 2^2 + 3^2 + ... + n^2 + (n+1)^2 $ 


Por hipótese de indução, temos $ 1 + 2^2 + 3^2 + ... + n^2 = \frac{n(n+1)(2n+1)}{6} $, então substituindo, 


$ 1 + 2^2 + 3^2 + ... + n^2 + (n+1)^2 = $ 


$ \frac{n(n+1)(2n+1)}{6} + (n+1)^2 = $ 


$ \frac{n(n+1)(2n+1) + 6.(n+1)^2 }{6} = $ 


Aqui, vamos colocar (n+1) em evidência: 


$ \frac{(n+1)[n(2n+1) + 6.(n+1)]}{6} = $ 


$ \frac{(n+1)[2n^2 + n + 6n + 6)]}{6} = $ 


$ \frac{(n+1)[2n^2 + 7n + 6)]}{6} = $ 


Agora, vamos escrever $ 2n^2 + n + 6n + 6 $ como $ 2n^2 + 4n + 3n + 6 $,


$ \frac{(n+1)[2n^2 + 4n + 3n + 6)]}{6} = $ 


Colocando (n + 2) em evidência, temos: 


$ \frac{(n+1)[2n.(n + 2) + 3.(n + 2)]}{6} = $ 


$ \frac{(n+1)[(n + 2)(2n + 3)]}{6} $  como queríamos. 


Desta forma, como é válido para n + 1, podemos concluir pelo Princípio de Indução que  $ 1 + 2^2 + 3^2 + ... + n^2 = \frac{n(n+1)(2n+1)}{6} $ é válido para todo  n $ \in $ $ \mathbb{N} $. 
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Princípio de Indução - PROFMAT/Parte 1

Vamos resolver aqui alguns exercícios utilizando o princípio de indução que estão no livro de Matemática Discreta do PROFMAT, com a intenção de estudar para ENQ. 

Questão 1) Dados $ 3^n $ objetos de pesos iguais, exceto um, mais pesado que os demais, mostre que é possível determinar este objeto com n pesagens em uma balança de pratos. 


Resolução: Primeiramente, vamos analisar alguns pesos.

Se n = 1, temos 3 objetos. Pode acontecer apenas uma das situações:

Situação 1) a balança desequilibrar e imediatamente sabemos qual objeto é o mais pesado. 

Situação 2) a balança equilibrar e o objeto mais pesado será o que não foi pesado. 

Em ambas as situações é necessário apenas uma pesagem


Se n = 2, temos 9 objetos. Agora, separando os objetos em grupos de três, pode acontecer apenas uma das situações:

Situação 1) a balança desequilibrar e imediatamente sabemos em qual grupo o objeto mais pesado está e assim repetimos o processo para n = 1. 

Situação 2) a balança equilibrar e assim o objeto mais pesado estará no grupo que não foi pesado e repetimos o processo para n = 1. 

Em ambas as situações é necessário duas pesagens


Agora, vamos provar que é possível identificar qual dos $ 3^n $ objetos é o mais pesado com n pesagens. 


Caso base: Já verificado para n = 1. 

Passo de indução: Vamos supor que é possível identificar qual dos $ 3^n $ objetos é o mais pesado com n pesagens. Agora, verificaremos se é possível determinar com n + 1 pesagens qual dos $ 3^{n+1} $ objetos é o mais pesado. 


Temos $ 3^{n+1} $ objetos que podem ser separados em 3 grupos de $ 3^n $ objetos. Pesando 2 desses, temos apenas uma das situações:

Situação 1) a balança desequilibra e imediatamente sabemos em qual grupo o objeto mais pesado está.

Situação 2) a balança equilibra e assim o objeto mais pesado estará no grupo que não foi pesado. 

Em ambas as situações, com apenas uma pesagem descobrimos qual grupo possui o elemento mais pesado. Para descobrir o objeto mais pesado do grupo de $ 3^n $ objetos, temos, por hipótese de indução, que são necessárias n pesagens. Assim, temos n + 1 pesagens para  $ 3^{n+1} $ objetos. 

Por indução, provamos que é possível descobrir com n pesagens qual é o objeto mais pesado entre os $ 3^n $. 

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terça-feira, 31 de agosto de 2021

Frações

Dividir uma pizza!


Maria convidou seus 3 amigos para dividir uma pizza de 8 pedaços.


Eles irão dividir igualmente a pizza, então cada um vai comer 2 pedaços. Maria irá comer 2 pedaços de 8 pedaços no total, podemos escrever desta forma:


Vamos chamar essa forma de representar os pedaços de um todo de FRAÇÃO.


Fração

Fração é a representação de uma divisão. Nesta representação, chamamos de numerador o número que está em cima e denominador o número que está embaixo:

Observe a representação dessas divisões:



Soma de Frações com o mesmo denominador

Vamos aprender a somar frações que possuem o mesmo denominador. Para isso, vamos desenhar uma figura:




Comparação de frações

Observe as frações abaixo:

Outro exemplo:



Abaixo as imagens para impressão com atividades: 


















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domingo, 18 de abril de 2021

Raiz quadrada

Algumas pessoas não sabem, mas a raiz é a operação inversa da potência, então $15^{2} = 15 \times 15 = 225$ é o inverso de $\sqrt{225} = 15$.


Quando queremos encontrar uma raiz quadrada devemos pensar em um número que "ele vezes ele" dá o resultado que queremos, exemplo: 

Pergunta: Qual é a raiz quadrada de 49? 

Pensamento: quem x quem = 49 

Resposta: 7 x 7 = 49 

Potência $7^{2} = 49$ e a operação inversa $\sqrt{49}=7$. 

Já, se quisermos encontrar uma raiz cúbica devemos pensar em um número que "ele vezes ele vezes ele" dá o resultado que queremos, exemplo: 

Pergunta: Qual é a raiz cúbica de 8? 

Pensamento: quem x quem x quem = 8

Resposta: 2 x 2 x 2 = 8 

Potência $2^{3} = 8$ e a operação inversa $\sqrt[3]{2}=8$.

O nosso pensamento vai depender sempre do índice da raiz que é aquele número pequeno que nos indica quantas multiplicações ocorreram até chegar no radicando.


As raizes mais comuns que encontramos possuem o índice 2, então é bom ter em mente pelo menos os primeiros resultados para não demorar muito na hora de resolver. Então aqui estão os 10 primeiros resultados importantes: 

$\sqrt{1}=1$, porque 1 x 1 = 1.

$\sqrt{4}=2$, porque 2 x 2 = 4.

$\sqrt{9}=3$, porque 3 x 3 = 9.

$\sqrt{16}=4$, porque 4 x 4 = 16.

$\sqrt{25}=5$, porque 5 x 5 = 25. 

$\sqrt{36}=6$, porque 6 x 6 = 36.

$\sqrt{49}=7$, porque 7 x 7 = 49.

$\sqrt{64}=8$, porque 8 x 8 = 64.

$\sqrt{81}=9$, porque 9 x 9 = 81.

$\sqrt{100}=10$, porque 10 x 10 = 100. 




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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Poliedros de Platão e os elementos da natureza



É comum na literatura termos os elementos da natureza, elementos básicos que constituem o mundo, representados por símbolos, cores e até mesmo espíritos. Em Frozen 2 acompanhamos Elza em uma nova aventura onde ela vê os elementos da natureza em forma de criaturas. 

Um filósofo chamado Platão também via os elementos da natureza, mas não em forma de criaturas, ele via em forma de Poliedros. Você sabe o que são poliedros? 


Um Poliedro é uma reunião de um número finito de polígonos planos.


Esses polígonos são chamados de faces do poliedro. 

Além das faces, em um poliedro também temos: 


Em um poliedro é sempre possível “caminhar" pelas faces sem passar por nenhum vértice (cruzando apenas as arestas).


Os poliedros que iremos conhecer são chamados de Poliedros de Platão ou Poliedros regulares. Apesar de chamarmos assim, esses poliedros já existiam muito antes de Platão

Escócia, cerca de 3000 a.C.


Para um poliedro ser regular ele tem que

  • ser convexo 



  • suas faces serem polígonos regulares iguais












  • de cada vértice saem o mesmo número de arestas.



Platão nasceu em Atenas, hoje capital da Grécia, por volta de 428 a.C., e morreu no ano de 348 a.C. Foi um dos mais importantes filósofos grego e o grande responsável por divulgar os poliedros regulares que chamamos de Poliedros de Platão. 

Platão começou a pensar que relação os poliedros regulares tinham com o mundo e assim encontrou para cada poliedros regulares um elemento da natureza. 

Existem apenas 5 poliedros regulares e vamos conhece-los agora!





O tetraedro possui 4 faces triangulares, 4 vértices e 6 arestas. Para Platão, o tetraedro representava o elemento fogo. Se observarmos, o tetraedro pode lembrar uma chama 🔥. 


O cubro possui 6 faces quadradas, 8 vértices e 12 arestas. Para Platão, o cubo representava o elemento terra, pois era algo firme. 




O octaedro possui 8 faces triangulares, 6 vértices e 12 arestas. Para Platão, o octaedro representava o elemento ar, pois parece que o octaedro está flutuando. 




O icosaedro possui 20 faces triangulares, 12 vértices e 30 arestas. Para Platão, o icosaedro representava o elemento a água. 



E por fim, temos o dodecaedro que possui 12 faces pentagonais, 20 vértices e 30 arestas. Para Platão, o dodecaedro representava o universo.





O Matemático Johannes Kepler era apaixonado por geometria e tentou usá-la para explicar a posição dos planetas no universo. Para isso, utilizou os Poliedros de Platão para separar os planetas.  


O cubo para separar a esfera de Saturno da de Júpiter;
O tetraedro para separar a esfera de Júpiter da de Marte;
O dodecaedro entre a esfera de Marte e a da Terra;
O icosaedro entre a esfera da Terra e a de Vénus;
O octaedro entre a esfera de Vénus e a da Mercúrio. 

Devido a regularidade das faces, os poliedros de Platão são utilizados como dados em jogos de sorte, veja: 



Gostou de conhecer sobre esses poliedros? Compartilhe :) 

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